
Comunidade do Assentamento Padre Ilgo inaugura escola
O evento teve como objetivo determinar as prioridades da comunidade para as ações do Incra Goiás em 2024
Por Mariana Brito Xavier

Mesa com representantes para fala de abertura.
Crédito: Mariana Brito Xavier
Mais uma reunião de burocracias realizada pelo INCRA.
No dia 22/08, quinta-feira, o INCRA Goiás teve, pela primeira vez no seus mais de 50 anos de funcionamento, um planejamento participativo com representantes de movimentos sociais do Estado. Na ocasião, estiveram presentes nove entidades populares que, em um momento de escuta pública, expuseram suas demandas, que foram incluídas em um Plano de Ação da Instituição.
Demandas
Entre as demandas apresentadas por cada uma das nove entidades presentes estão a necessidade de regulamentação das famílias acampadas e assentadas e a agilidade no processo de obtenção da terra. Para Gerailton, representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Goiás, é importante também, a garantia de recursos, pois mesmo com o planejamento, sem um orçamento suficiente, não há avanço.
Outro ponto salientado por diversas entidades ao longo da exposição das demandas, foi o assédio policial vivenciado pelos acampados. Em seu momento de fala, Patrícia, representante do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), disse que o atual governo do Estado contribui para essa realidade, “precisa ter um olhar diferenciado para Goiás”. Além do assédio por parte da força policial, ela destaca, ainda, a necessidade urgente de resolução das áreas de conflito no campo.
Providências
Como resultado do encontro, foi elaborado um Plano de Ação assinado pelos representantes das entidades presentes, em que o Incra Goiás se compromete, entre outras ações, a priorizar os casos de obtenção de áreas para reforma agrária, cadastramento e regularização dos acampados, liberação de créditos e a criação de territórios quilombolas.
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Momento de assinatura da Ata da Reunião e Compromisso.
Crédito: Mariana Brito Xavier